sábado, 21 de junho de 2014

Muito tempo passou

Comecemos por dizer o percurso desde então da minha vida...
Já me casei com realmente a "minha pessoa"! Com o homem que além de ser meu amor, é meu amigo e amante.

Um ano depois nasceu uma menína lindaaaa... A Luna! A menina dos meus olhos... A razão pela qual eu ia à lua e voltava!

Penso que agora terei mais tempo para o meu blog...

domingo, 18 de setembro de 2011

Festa do Miguelito

No dia 17/09/2011 o nosso Miguelito comemorou a sua festa de aniversário.
Para variar foi a família toda festejar... FESTAAAA

Este ano o Miguel teve uma pertença importante e diferente dos outros anos, a sua irmã Matilde... 

Claro que não resisto a esta menina lindaaa... o ultimo membro da família!



O aniversariante com o nosso presente, já a sujar as sapatilhas... hahahaha



 O meu marido também não resiste à nossa bébé Matilde... tá praticando!


A tita Gilberta quer é espremer as bochechas da Matilde...


O bolo estava giro, do MEGAMAN... e o recheio estava excelente!


Os meus papás orgulhosos... 


E teve na hora do Pedro dizer: "Patrícia queres beber alguma coisa?"
Claro Pedro! vamos à tasca! 

  
Hora de olhar para o passarinho... CHEESE!





Pratica amor, pratica!!!!


PARABENS!!!!





Uma familia feliz!!! Parabéns!


Familia reunida!




A tótó... hahaha





A mamã já nem sabia para onde se virar... simplesmente estava contente!

 
As maninhas inseparáveis!...








Homens reunidos = Futebol!


Daqui a um ano há mais!!!!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Aquilo que eu sou...

Gosto de:
. Ser amada e Amar;
. Ser desejada e desejar;
. A minha família;
. Estar rodeada de amigos verdadeiros;
. Pôr-do-Sol e Nascer-do-Sol;
. Mar;
. Dança;
. Música;
. 7ª Arte;
. Fotografia...;
. Natureza;
. Chá;
. Velas por todo o lado;
. Incensos;
. Artes;
. Gatos;
. Tartarugas;
. Culturas diferentes;
. Aprender coisas novas;
. Que me façam rir;
. Pessoas positivas e animadas;
. Estar ocupada;
. Morangos;
. Chocolate;
. Uma linda noite de luar;
. Caminhar;
. Acordar cedo e tornar o dia produtivo;
. Que o dia tivesse mais que 24horas;
. Benfica... hehe;
. Pensar que há pessoas boas;
. Ajudar as pessoas quando precisam;
. Sair e divertir;
. Sentir-me livre;
. Surpresas;
. Imaginação;
. Inovação;
. Romantismo;
. Há quem diga: "de coisas eskisitas";
. Acordar com um sms positivo e querido; (mas depois das 9h)
. Flores no dia de aniversário, no dia dos namorados, num dia especial, num dia normal sem qualquer razão;
. Descobrir sensações diferentes em mim e noutros;
. Ou simplesmente descobrir;

Detesto:
. Ter que fazer escolhas;
. Que falem mal de mim;
. Baratas;
. Ser forçada;
. Pessoas falsas;
. Pessoas oportunistas;
. Ter que dizer Adeus;
. Pessoas frias;
. Que me chateiem;
. Ser mandada;
. Que duvidem de mim;
. Quando não há confiança;
. Que não me dêem atenção;
. Que mexam nas minhas coisas, quando não devem;
. Ter agenda;
. Sentir-me sozinha;
. Desilusão;
. Não ser escutada;


(Pena nunca mais ter feito aquilo que gosto...)

Texto e Foto por: Carlinhafernandes

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tarot do Dia - 5 de Espadas

Aprendendo a dar limites

O 5 de Espadas como arcano de conselho para este momento de sua vida solicita que você saiba se dar os devidos limites dentro do que você pode e do que não pode fazer, Carla. Não ponha o carro na frente dos bois, nem assuma mais compromissos ou responsabilidades do que você (humanamente) pode. Não se superestime e aprenda a colocar limites em seus próprios movimentos. Agir com prudência agora é a chave, ainda que você se irrite e ache a prudência algo um tanto quanto “covarde”. Encare o que é possível fazer, antes de seguir adiante. Ao contrário do que você pensa, reconhecer e respeitar os próprios limites não é um ato derrotista e sim um ato adulto que lhe permitirá futuramente ultrapassar as coisas que lhe incomodam tanto interna quanto externamente.

Conselho: Aprenda a respeitar seus limites temporários.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo de Novo...

Sei que nem sempre dou o melhor
Penso só depois de me arrepender
Qualquer dia o nosso caso vai prescrever

Não me deito sobre a solidão
Prefiro o colchão onde te deixei
Há distância do que tenho sei dizer
Não te sintas só

Se nos sai mal
Faço tudo de novo
Se nos sai mal

Duas horas para acabares
O que em quatro anos
A gente fez
A rotina sabe responder porquê

Longe de um início
Estava junto mas sozinho
Sei que para ti nem custou
Qual dos dois mudou as regras
No fim

Ambos com razão
Ambos sem desejo
E o cansaço deu
Ordem de despejo
Sem pensar que na verdade só o tempo mudou
Não te sintas só

Vou mudar este jogo
Com as minhas mãos

Não te sintas só

Vem mudar este jogo
Que eu não quero perder
Eu não quero perder

Letra de: Klepht

Foto de: Carlinhafernandes

domingo, 11 de julho de 2010

Ponto de Equilibrio - A Ditadura da Felicidade

Ser feliz. Sempre que, no início de uma acção de desenvolvimento pessoal, pergunto: "O que é que o trouxe aqui?" ou "Em que a posso ajudar?" A resposta que obtenho é quase sempre: "Não me sinto feliz nem sei muito porquê", ou, "acho que tenho tudo... mas não sou feliz". Pois é. Felicidade, esse inalcançável.
E aqui gera-se uma certa angústia em mim. De facto, não há fórmulas para a felicidade. Não há truques que se ensinem para a alcançar. Ser feliz é um objectivo nobre e natural. A única questão preocupante é que esta busca da felicidade é quase ditatorial: algo que condiciona as nossas decisões, o modo como nos relacionamos com os outros, as amizades que escolhemos, os empregos que desejamos ter. Que condiciona até a forma como nos sentimos obrigados, face à pressão social, familiar e profissional, a dizer, muitas vezes, "estou bem"; "está tudo bem", quando a resposta que nos apetecia dar era: "não estou nada bem, sinto-me perdido e não sei como fazer".
Rollo May (1958), fundador da Escola Psicoterapêutica Existencial Norte Americana, vem dizer-nos exactamente que o homem anda tão preocupado em ser feliz que está a esquecer-se de ser alegre. Estamos sempre à procura do melhor emprego, da melhor casa, do melhor carro, da melhor companhia, dos melhores amigos, da melhor condição social... de tal forma que nos tornamos escravos da nossa procura infindável. Escravos de nós mesmos e do que nos impõem (ou do que deixamos que nos imponham). Somos programados para ganhar dinheiro, para fazer amizades rentáveis, para ser excelentes trabalhadores, excelentes estudantes, excelentes amantes.
E neste ciclo somos também, ensinados a ter medo. Medo de perder, medo de não conseguir, medo de sermos considerados inúteis, medíocres, falidos, feios... E ninguém nos programa para sermos mais pessoas, para sentirmos o prazer das pequenas coisas, para abrandarmos e olharmos para os que estão à nossa volta, para termos compaixão, para ouvir atentamente quem precisa da nossa atenção, para dedicarmos tempo aos que estão fragilizados, para darmos primazia aos sentimentos, para olharmos para a natureza, para um sorriso, para as pequenas conquistas do dia-a-dia.
Se, por alguma vez, já se sentiu perdida na busca da felicidade, talvez seja conveniente permitir-se alguns luxos, um dos quais o de abrandar e o de se permitir reflectir. Reflectir naquilo que realmente procura. Talvez esteja a procurar algo que já tem, que já existe em si mesma, mas que não vê tal é a correria em que se transformou os seus dias.
Sendo assim, permita-se deixar sair as suas emoções. Sejam elas quais forem. Raiva? Deixa sair a raiva (ter em casa umas boas almofadas para bater é aconselhável). Sufoco? Deixe sair o sufoco. Mesmo que isso signifique chorar. Chorar não é sinal de fraqueza, pelo contrário, é um reflexo da sua força interior a fazer algo que necessita para a sua sobrevivência num dado momento.
É tristeza que sente? Permita-se sentir a tristeza. Se ela está a surgir é porque precisa de olhar de forma diferente para a sua vida, é porque precisa de mudanças, caminhas por vias diferentes. Custa? É verdade. Mas a tristeza faz parte da alegria. Como poderá sentir o que é a alegria sem nunca ter sentido tristeza? Aprender a conviver com a dor, e com os momentos menos bons, é uma aprendizagem que devemos fazer no sentido da nossa felicidade. É preciso estarmos conscientes de que as emoções, sobretudo as negativas, fazem surgir os nossos medos e por isso as evitamos a todo o custo.
Finalmente, permita-se sentir os momentos de alegria. Vai ver que a felicidade se constrói de forma muito simples, a partir de momentos básicos, tão básicos, que por vezes nem tomamos consciência de que estão a ocorrer. Hoje, aqui e agora, acredite em si! Faça algo por si! Nada é permanente.

Texto de: Teresa Marta, revista Saber Viver nº 121, mês de Julho 2010
Foto de: Mr David Boyd

sábado, 22 de maio de 2010

Nostalgia

Caí num baú de memórias...
Acabei de encontrar um universo de memórias, do qual tenho saudades.
Descobri que o ano 2007 foi o meu grande ano, e tenho saudades dele: rodeada de amigos, sensações, pensamentos positivos, pôr-do-sol, dança, música, tudo num só ano. Um GRANDE ANO!
Estava sempre rodeada de pessoas que me transmitiam sensações maravilhosas, que me faziam sentir a pessoa mais feliz do mundo.
Não pensava em dinheiro, não pensava em limites, pois o céu era o limite, e eu sentia-me bem no alto de tudo! O mundo era meu "escravo"!
Dancei muito, em discos, em palco ou em competiçoes (07/07/07). A dança apoderava-se de mim e mostrava-me o que era capaz, expressava o meu sentimento em gestos, Fantástico!!!
Cantei, decidi desafiar a minha voz, e surpreendi-me!
Agora é tudo monótono, tornei-me escrava de um mundo em que todos os dias são iguais, nada muda! Em que tudo depende de uma coisa: dinheiro!
Tenho saudades do meu antigo "eu"! De me sentir dona de mim propria, sentir que eu dependia das pessoas e elas de mim, tornando-me útil e tornando o mundo num lugar melhor! Sair e espairecer porque apetece, sem planos!
De fugir de uma rotina! Ir onde apetece, quando apetece! Captar momentos e sensações!
Tenho saudades do meu 2007!

sábado, 24 de abril de 2010

Anatomia de Grey

"We spend our whole lives worrying about the future, planning for the future, trying to predict the future, as if figuring it out will cushion the blow. But the future is always changing. The future is the home of our deepest fears and wildest hopes. But one thing is certain when it finally reveals itself. The future is never the way we imagined it."

"Did you say it?
'I love you. I don't ever want to live without you. You changed my life.'
Did you say it?
Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around; Drink it in 'cause this is it.
It might all be gone tomorrow."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Riscas

A pedido de alguém muito importante, vou colocar as fotos do gato da minha prima, para que ela possa vê-lo.


Beijo grandeeee...

Fotos por: CarlinhaFernandes

Os meus bichinhos...

Segundo o Feng Shui, as tartarugas são consideradas "Animais Sagrados" ou "Animais Protectores".

O seu significado:
É um animal de casco duro, passa energia de protecção e segurança. Está localizada nas costas ou na parte de trás da casa. Transmite também energia de estabilidade, poder, autoridade e firmeza. Em geral, era representada por uma montanha bem alta.


Há quem diga que: "As familias que adoptam uma tartaruga são abençoadas com sorte, protecção, segurança e felicidade"...


Fotos por: CarlinhaFernandes
Modelos: Minhas tartarugas (Conchita, Pequenina e Amy) hihi =)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ponto de Equilíbrio - À Frente do Autocarro...

Tive medo. Confesso. Já tive muito medo na minha vida. Medo de não conseguir. Medo de falhar. Medo da dor física. Medo das minhas emoções. Medo de estar só. Medo de estar acompanhada. Medo de me confrontar com problemas impossíveis de resolver. Com uma doença incurável. Com uma inevitável imobilidade que pudesse paralisar os movimentos para sempre.
Tenho 40 anos. À medida que o tempo foi passando na minha vida, os meus medos tornaram-se menos fisícos e materiais e passaram a ser mais imaterializáveis, menos palpáveis. Isto também elevou a minha escala de medo para receios menos consciencializados. Passei a ter medo da minha finitude. De me confrontar com a morte. De sentir que de um momento para o outro posso acabar. Medo de ver partir o meu pai (após ter perdido a minha mãe, este medo tornou-se real). Medo de ver partir o meu filho.
Após 12 difíceis anos de procura pessoal, hoje acredito que nós somos os únicos a ter o poder de criar e alterar a nossa própria vida. De criar o que nos acontece. Logo, somos os únicos a criar os nossos próprios medos. A deixar que eles nos dominem. Os únicos a deixar que os nossos pensamentos nos levem para o medo, ou, ao contrário, nos conduzam à esperança. Como diria Jean- Paul Sartre, tudo o que somos é resultado de escolhas existenciais pelas quais somos os únicos responsáveis: " Ninguém fez de mim nada. Eu é que fiz, faço e farei de mim, tudo. Aquilo que eu sou é pois aquilo que eu faço". De facto, ninguém pode escolher por nós. Se isso acontecer é porque escolhemos não fazer escolhas.
Esta ideia é curiosa, pois o medo que sentimos é um medo projectado. Um medo antecipado. Um medo que nos leva a ser prisioneiros, não do tempo vivido, do aqui e agora, mas do futuro. Prisioneiros do futuro. Por antecipação de coisas negativas sobre as quais vivemos em função.
Este futuro como prisão acontece até nas coisas mais cimples: se não começar a controlar o colesterol posso ter um AVC, se não deixar de fumar é possível que venha a ter cancro do pulmão, se não me vacinar contra a gripe A tenho mais probabilidade de a apanhar, se... Que futuro é este que ainda não chegou e que já nos faz prisioneiros?
Posto isto, onde está você neste momento? Onde se encontra no seu percurso de vida? Na frente do autocarro a conduzi-lo ou nos bancos de trás, a deixar-se transportar? A deixar que os receios de comandar o volante o levem efectivamente onde não deseja?
É então possível escolher hoje entre duas atitudes bem diferentes: ser você a conduzir o autocarro ou sentar-se e deixar que o levem! A escolha é apenas sua. A partir do momento em que conseguir ser você o condutor, dia após dia, vai ver que os medos se vão dissipando. Garanto-lhe que não tem mais medos do que aqueles que eu sentia. Pelo menos dos que me imobilizavam sem vontado para continuar na frente a conduzir.
Se assim é, e se desejar ser você a definir a direcção do autocarro, faça uma lista dos seus medos. Após ter elaborado essa lista guarde-a e tente não voltar a pensar nela. Pense antes que isolou os medos, que os prendeu num local seguro. Volte a olhar para a lista apenas daqui a um mês. Verifique então quais foram, dos seus receios, os que efectivamente se concretizaram. Verá que se vai surpreender! A vida nunca é tão negra como a vemos.
Hoje aconteça o que acontecer, sei que sou capaz de isolar os meus medos como pensamentos maus que não merecem fazer parte das coisas boas da minha vida. Por muito que você não acredite nisto, eu acredito que também o consegue fazer. Quer tentar?

Texto por: Teresa Marta, Revista Saber Viver, número 118, Abril 2010
Foto por: CarlinhaFernandes

sábado, 27 de março de 2010

Dança



Musica: Sara Bareilles
Dançarinos: Kayla & Kupono
Serie: So You Think You Can Dance

sexta-feira, 19 de março de 2010

Dança



Musica: The Frames - Falling Slowly
Dançarinos: Karla Garcia e Jonathan Platero
Série: So you think you can dance

sexta-feira, 12 de março de 2010

Escolhi o teu Amor, Emily Giffin

Foi-me oferecido este livro no meu aniversário, e adorei lê-lo:

"Escolhi o Teu Amor" é uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem nos partiu o coração.
A relação de Ellen e Andy não é aparentemente perfeita.
Eles amam-se verdadeiramente. Não há dúvidas de que a sua relação é repleta de entrega e devoção mútuas.
Até que um dia acidentalmente, Ellen cruza-se com Leo, o ex-namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva; o mesmo homem que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração.
Leo, que Ellen nunca esqueceu e que, oito anos depois, reaparece por acaso e faz com que ela questione se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

Para saber como acaba... Leiam-no!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ponto de Equilíbrio - Alma Gémea Procura-se

Andamos todos, ou pelo menos alguma vez andámos, à procura de alguém especial na nossa vida. De alguém que nos faça sentir deslumbrantes, desejados, importantes, confiantes. De alguém que nos mime e nos dê colo. De alguém que ao mesmo tempo nos tire as respiração. De alguém que nos motive e nos dê força para continuar. De alguém que tantas vezes designamos como Alma. A nossa "Alma Gémea".
Encontrar a "Alma Gémea", no entanto, é difícil. Em primeiro lugar, porque consideramos que encontrar a tal pessoa especial é um objectivo a cumprir. Daqueles que se colam na agenda, como a inscrição no ginásio ou passar mais tempo a fazer o que nos dá prazer. Em segundo, porque geralmente pocuramos no sítio errado! Procuramo-la no exterior. Fora de nós. Como referiu Heidegger, a resolução da maior parte dos problemas do Eu passa por conseguirmos "demorar-nos junto do que está perto e meditarmos sobre o que está mais próximo: aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora".
Ao contrário, estamos em permanência a considerar que tudo o que necessitamos nos é dado pelo Mundo à nossa volta. Pelas pessoas que nos rodeiam, a Religião, o Estado, a Sociedade. Vemos o mundo como se tivesse sido desenhado para nós e temos muito pouca flexibilidade para vê-lo ao contrário: não como tendo sido feito para nós, mas a ser feito por nós. Esta é uma das principais razões pelas quais andamos em permanência a considerar o Mundo como injusto, como lugar onde não somos compreendidos, onde não nos conseguimos realizar, onde não somos amados nem desejados. O local onde sofremos sem razão e onde procuramos resposta para a velha questão: "que mal fiz a Deus?"
Esta é também a razão pela qual devemos virar ao contrário a procura da tal "Alma Gémea". Na concepção Existencial do Ser Humano, esta pessoa não deve procurar-se. Porque o Eu Existencialista é um Eu com sigularidades próprias, com angústias e alegrias próprias, com objectivos próprios, com uma forma própria de sentir, diferente de Outros. Quer isto
dizer que partir à procura do nosso Eu gémeo poderá ser uma procura vã, porque não existe um eu feito à nossa medida exacta. Esta pessoa não se encontra lá fora. Devemos, sim, procurá-lo dentro de nós. Mais: devemos construí-la. Como? Começando por Si. Mime-se. Tire esse ar de solidão. Ou, se por acaso for o contrário, esqueça o seu ar de el matador. Os seres especiais gostam de pessoas reais. Daquelas que marcam pela sua simplicidade, pela sua capacidade de escutar e de ajuda, pela sua empatia, pelo seu sorriso que passa dos lábios e chega aos olhos.
Por isso, no seu dia-a-dia, identifique os aspectos que poderão contribuir para elevar a sua auto-estima. Para se sentir melhor consigo próprio. Mesmo que muitas vezes lhe pareça que para elevar a sua auto-estima tem de colocar em causa a felicidade ou o bem-estar dos outros, acredite que nada retira mais bem-estar aos outros que a incapacidade de gostarmos de nós mesmos. De mostrar aos outros exactamente o que desejamos, ao invés de pensar que são eles que, se nos amam, têm a obrigação de descobrir o que nos faz felizes.
Já viu quantos mal-entendidos criamos ao deixarmos aos outros a responsabilidade de tentarem adivinhar o que nos faz falta? Quando muitas vezes somos nós mesmos que não o sabemos? Como exercício deste mês, tente responder às seguintes perguntas: o que me faz falta verdadeiramente? E, que pessoas especiais desejo encontrar? Quando tiver respondido a estas duas questões, verifique se aquilo, que lhe faz falta e a pessoa que deseja encontrar não existem já... talvez em si.
Caso sinta que não, não hesite. Peça ajuda! Há milhares de formas de chegarmos a nós. A mais rápida começa por não ficarmos parados. Por isso, faça-se um favor, ponha a sua vida a mexer!

Texto por: Teresa Marta, retirado da revista Saber Viver, nº 117
Foto por: CarlinhaFernandes

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mano no Carnaval 2010







fotos por: Carlinhacfernandes