segunda-feira, 12 de julho de 2010

Tudo de Novo...

Sei que nem sempre dou o melhor
Penso só depois de me arrepender
Qualquer dia o nosso caso vai prescrever

Não me deito sobre a solidão
Prefiro o colchão onde te deixei
Há distância do que tenho sei dizer
Não te sintas só

Se nos sai mal
Faço tudo de novo
Se nos sai mal

Duas horas para acabares
O que em quatro anos
A gente fez
A rotina sabe responder porquê

Longe de um início
Estava junto mas sozinho
Sei que para ti nem custou
Qual dos dois mudou as regras
No fim

Ambos com razão
Ambos sem desejo
E o cansaço deu
Ordem de despejo
Sem pensar que na verdade só o tempo mudou
Não te sintas só

Vou mudar este jogo
Com as minhas mãos

Não te sintas só

Vem mudar este jogo
Que eu não quero perder
Eu não quero perder

Letra de: Klepht

Foto de: Carlinhafernandes

domingo, 11 de julho de 2010

Ponto de Equilibrio - A Ditadura da Felicidade

Ser feliz. Sempre que, no início de uma acção de desenvolvimento pessoal, pergunto: "O que é que o trouxe aqui?" ou "Em que a posso ajudar?" A resposta que obtenho é quase sempre: "Não me sinto feliz nem sei muito porquê", ou, "acho que tenho tudo... mas não sou feliz". Pois é. Felicidade, esse inalcançável.
E aqui gera-se uma certa angústia em mim. De facto, não há fórmulas para a felicidade. Não há truques que se ensinem para a alcançar. Ser feliz é um objectivo nobre e natural. A única questão preocupante é que esta busca da felicidade é quase ditatorial: algo que condiciona as nossas decisões, o modo como nos relacionamos com os outros, as amizades que escolhemos, os empregos que desejamos ter. Que condiciona até a forma como nos sentimos obrigados, face à pressão social, familiar e profissional, a dizer, muitas vezes, "estou bem"; "está tudo bem", quando a resposta que nos apetecia dar era: "não estou nada bem, sinto-me perdido e não sei como fazer".
Rollo May (1958), fundador da Escola Psicoterapêutica Existencial Norte Americana, vem dizer-nos exactamente que o homem anda tão preocupado em ser feliz que está a esquecer-se de ser alegre. Estamos sempre à procura do melhor emprego, da melhor casa, do melhor carro, da melhor companhia, dos melhores amigos, da melhor condição social... de tal forma que nos tornamos escravos da nossa procura infindável. Escravos de nós mesmos e do que nos impõem (ou do que deixamos que nos imponham). Somos programados para ganhar dinheiro, para fazer amizades rentáveis, para ser excelentes trabalhadores, excelentes estudantes, excelentes amantes.
E neste ciclo somos também, ensinados a ter medo. Medo de perder, medo de não conseguir, medo de sermos considerados inúteis, medíocres, falidos, feios... E ninguém nos programa para sermos mais pessoas, para sentirmos o prazer das pequenas coisas, para abrandarmos e olharmos para os que estão à nossa volta, para termos compaixão, para ouvir atentamente quem precisa da nossa atenção, para dedicarmos tempo aos que estão fragilizados, para darmos primazia aos sentimentos, para olharmos para a natureza, para um sorriso, para as pequenas conquistas do dia-a-dia.
Se, por alguma vez, já se sentiu perdida na busca da felicidade, talvez seja conveniente permitir-se alguns luxos, um dos quais o de abrandar e o de se permitir reflectir. Reflectir naquilo que realmente procura. Talvez esteja a procurar algo que já tem, que já existe em si mesma, mas que não vê tal é a correria em que se transformou os seus dias.
Sendo assim, permita-se deixar sair as suas emoções. Sejam elas quais forem. Raiva? Deixa sair a raiva (ter em casa umas boas almofadas para bater é aconselhável). Sufoco? Deixe sair o sufoco. Mesmo que isso signifique chorar. Chorar não é sinal de fraqueza, pelo contrário, é um reflexo da sua força interior a fazer algo que necessita para a sua sobrevivência num dado momento.
É tristeza que sente? Permita-se sentir a tristeza. Se ela está a surgir é porque precisa de olhar de forma diferente para a sua vida, é porque precisa de mudanças, caminhas por vias diferentes. Custa? É verdade. Mas a tristeza faz parte da alegria. Como poderá sentir o que é a alegria sem nunca ter sentido tristeza? Aprender a conviver com a dor, e com os momentos menos bons, é uma aprendizagem que devemos fazer no sentido da nossa felicidade. É preciso estarmos conscientes de que as emoções, sobretudo as negativas, fazem surgir os nossos medos e por isso as evitamos a todo o custo.
Finalmente, permita-se sentir os momentos de alegria. Vai ver que a felicidade se constrói de forma muito simples, a partir de momentos básicos, tão básicos, que por vezes nem tomamos consciência de que estão a ocorrer. Hoje, aqui e agora, acredite em si! Faça algo por si! Nada é permanente.

Texto de: Teresa Marta, revista Saber Viver nº 121, mês de Julho 2010
Foto de: Mr David Boyd

sábado, 22 de maio de 2010

Nostalgia

Caí num baú de memórias...
Acabei de encontrar um universo de memórias, do qual tenho saudades.
Descobri que o ano 2007 foi o meu grande ano, e tenho saudades dele: rodeada de amigos, sensações, pensamentos positivos, pôr-do-sol, dança, música, tudo num só ano. Um GRANDE ANO!
Estava sempre rodeada de pessoas que me transmitiam sensações maravilhosas, que me faziam sentir a pessoa mais feliz do mundo.
Não pensava em dinheiro, não pensava em limites, pois o céu era o limite, e eu sentia-me bem no alto de tudo! O mundo era meu "escravo"!
Dancei muito, em discos, em palco ou em competiçoes (07/07/07). A dança apoderava-se de mim e mostrava-me o que era capaz, expressava o meu sentimento em gestos, Fantástico!!!
Cantei, decidi desafiar a minha voz, e surpreendi-me!
Agora é tudo monótono, tornei-me escrava de um mundo em que todos os dias são iguais, nada muda! Em que tudo depende de uma coisa: dinheiro!
Tenho saudades do meu antigo "eu"! De me sentir dona de mim propria, sentir que eu dependia das pessoas e elas de mim, tornando-me útil e tornando o mundo num lugar melhor! Sair e espairecer porque apetece, sem planos!
De fugir de uma rotina! Ir onde apetece, quando apetece! Captar momentos e sensações!
Tenho saudades do meu 2007!

sábado, 24 de abril de 2010

Anatomia de Grey

"We spend our whole lives worrying about the future, planning for the future, trying to predict the future, as if figuring it out will cushion the blow. But the future is always changing. The future is the home of our deepest fears and wildest hopes. But one thing is certain when it finally reveals itself. The future is never the way we imagined it."

"Did you say it?
'I love you. I don't ever want to live without you. You changed my life.'
Did you say it?
Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around; Drink it in 'cause this is it.
It might all be gone tomorrow."

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Riscas

A pedido de alguém muito importante, vou colocar as fotos do gato da minha prima, para que ela possa vê-lo.


Beijo grandeeee...

Fotos por: CarlinhaFernandes

Os meus bichinhos...

Segundo o Feng Shui, as tartarugas são consideradas "Animais Sagrados" ou "Animais Protectores".

O seu significado:
É um animal de casco duro, passa energia de protecção e segurança. Está localizada nas costas ou na parte de trás da casa. Transmite também energia de estabilidade, poder, autoridade e firmeza. Em geral, era representada por uma montanha bem alta.


Há quem diga que: "As familias que adoptam uma tartaruga são abençoadas com sorte, protecção, segurança e felicidade"...


Fotos por: CarlinhaFernandes
Modelos: Minhas tartarugas (Conchita, Pequenina e Amy) hihi =)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ponto de Equilíbrio - À Frente do Autocarro...

Tive medo. Confesso. Já tive muito medo na minha vida. Medo de não conseguir. Medo de falhar. Medo da dor física. Medo das minhas emoções. Medo de estar só. Medo de estar acompanhada. Medo de me confrontar com problemas impossíveis de resolver. Com uma doença incurável. Com uma inevitável imobilidade que pudesse paralisar os movimentos para sempre.
Tenho 40 anos. À medida que o tempo foi passando na minha vida, os meus medos tornaram-se menos fisícos e materiais e passaram a ser mais imaterializáveis, menos palpáveis. Isto também elevou a minha escala de medo para receios menos consciencializados. Passei a ter medo da minha finitude. De me confrontar com a morte. De sentir que de um momento para o outro posso acabar. Medo de ver partir o meu pai (após ter perdido a minha mãe, este medo tornou-se real). Medo de ver partir o meu filho.
Após 12 difíceis anos de procura pessoal, hoje acredito que nós somos os únicos a ter o poder de criar e alterar a nossa própria vida. De criar o que nos acontece. Logo, somos os únicos a criar os nossos próprios medos. A deixar que eles nos dominem. Os únicos a deixar que os nossos pensamentos nos levem para o medo, ou, ao contrário, nos conduzam à esperança. Como diria Jean- Paul Sartre, tudo o que somos é resultado de escolhas existenciais pelas quais somos os únicos responsáveis: " Ninguém fez de mim nada. Eu é que fiz, faço e farei de mim, tudo. Aquilo que eu sou é pois aquilo que eu faço". De facto, ninguém pode escolher por nós. Se isso acontecer é porque escolhemos não fazer escolhas.
Esta ideia é curiosa, pois o medo que sentimos é um medo projectado. Um medo antecipado. Um medo que nos leva a ser prisioneiros, não do tempo vivido, do aqui e agora, mas do futuro. Prisioneiros do futuro. Por antecipação de coisas negativas sobre as quais vivemos em função.
Este futuro como prisão acontece até nas coisas mais cimples: se não começar a controlar o colesterol posso ter um AVC, se não deixar de fumar é possível que venha a ter cancro do pulmão, se não me vacinar contra a gripe A tenho mais probabilidade de a apanhar, se... Que futuro é este que ainda não chegou e que já nos faz prisioneiros?
Posto isto, onde está você neste momento? Onde se encontra no seu percurso de vida? Na frente do autocarro a conduzi-lo ou nos bancos de trás, a deixar-se transportar? A deixar que os receios de comandar o volante o levem efectivamente onde não deseja?
É então possível escolher hoje entre duas atitudes bem diferentes: ser você a conduzir o autocarro ou sentar-se e deixar que o levem! A escolha é apenas sua. A partir do momento em que conseguir ser você o condutor, dia após dia, vai ver que os medos se vão dissipando. Garanto-lhe que não tem mais medos do que aqueles que eu sentia. Pelo menos dos que me imobilizavam sem vontado para continuar na frente a conduzir.
Se assim é, e se desejar ser você a definir a direcção do autocarro, faça uma lista dos seus medos. Após ter elaborado essa lista guarde-a e tente não voltar a pensar nela. Pense antes que isolou os medos, que os prendeu num local seguro. Volte a olhar para a lista apenas daqui a um mês. Verifique então quais foram, dos seus receios, os que efectivamente se concretizaram. Verá que se vai surpreender! A vida nunca é tão negra como a vemos.
Hoje aconteça o que acontecer, sei que sou capaz de isolar os meus medos como pensamentos maus que não merecem fazer parte das coisas boas da minha vida. Por muito que você não acredite nisto, eu acredito que também o consegue fazer. Quer tentar?

Texto por: Teresa Marta, Revista Saber Viver, número 118, Abril 2010
Foto por: CarlinhaFernandes