sexta-feira, 12 de março de 2010

Escolhi o teu Amor, Emily Giffin

Foi-me oferecido este livro no meu aniversário, e adorei lê-lo:

"Escolhi o Teu Amor" é uma história envolvente sobre uma mulher na encruzilhada da vida e das emoções e sobre as razões que, por um lado, nos fazem escolher amar quem amamos e, por outro, nos impedem de esquecer quem nos partiu o coração.
A relação de Ellen e Andy não é aparentemente perfeita.
Eles amam-se verdadeiramente. Não há dúvidas de que a sua relação é repleta de entrega e devoção mútuas.
Até que um dia acidentalmente, Ellen cruza-se com Leo, o ex-namorado com quem manteve uma relação problemática e obsessiva; o mesmo homem que um dia, sem explicação, a deixou e lhe despedaçou o coração.
Leo, que Ellen nunca esqueceu e que, oito anos depois, reaparece por acaso e faz com que ela questione se a vida que tem é, afinal, a vida que quer e merece.

Para saber como acaba... Leiam-no!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ponto de Equilíbrio - Alma Gémea Procura-se

Andamos todos, ou pelo menos alguma vez andámos, à procura de alguém especial na nossa vida. De alguém que nos faça sentir deslumbrantes, desejados, importantes, confiantes. De alguém que nos mime e nos dê colo. De alguém que ao mesmo tempo nos tire as respiração. De alguém que nos motive e nos dê força para continuar. De alguém que tantas vezes designamos como Alma. A nossa "Alma Gémea".
Encontrar a "Alma Gémea", no entanto, é difícil. Em primeiro lugar, porque consideramos que encontrar a tal pessoa especial é um objectivo a cumprir. Daqueles que se colam na agenda, como a inscrição no ginásio ou passar mais tempo a fazer o que nos dá prazer. Em segundo, porque geralmente pocuramos no sítio errado! Procuramo-la no exterior. Fora de nós. Como referiu Heidegger, a resolução da maior parte dos problemas do Eu passa por conseguirmos "demorar-nos junto do que está perto e meditarmos sobre o que está mais próximo: aquilo que respeita a cada um de nós, aqui e agora".
Ao contrário, estamos em permanência a considerar que tudo o que necessitamos nos é dado pelo Mundo à nossa volta. Pelas pessoas que nos rodeiam, a Religião, o Estado, a Sociedade. Vemos o mundo como se tivesse sido desenhado para nós e temos muito pouca flexibilidade para vê-lo ao contrário: não como tendo sido feito para nós, mas a ser feito por nós. Esta é uma das principais razões pelas quais andamos em permanência a considerar o Mundo como injusto, como lugar onde não somos compreendidos, onde não nos conseguimos realizar, onde não somos amados nem desejados. O local onde sofremos sem razão e onde procuramos resposta para a velha questão: "que mal fiz a Deus?"
Esta é também a razão pela qual devemos virar ao contrário a procura da tal "Alma Gémea". Na concepção Existencial do Ser Humano, esta pessoa não deve procurar-se. Porque o Eu Existencialista é um Eu com sigularidades próprias, com angústias e alegrias próprias, com objectivos próprios, com uma forma própria de sentir, diferente de Outros. Quer isto
dizer que partir à procura do nosso Eu gémeo poderá ser uma procura vã, porque não existe um eu feito à nossa medida exacta. Esta pessoa não se encontra lá fora. Devemos, sim, procurá-lo dentro de nós. Mais: devemos construí-la. Como? Começando por Si. Mime-se. Tire esse ar de solidão. Ou, se por acaso for o contrário, esqueça o seu ar de el matador. Os seres especiais gostam de pessoas reais. Daquelas que marcam pela sua simplicidade, pela sua capacidade de escutar e de ajuda, pela sua empatia, pelo seu sorriso que passa dos lábios e chega aos olhos.
Por isso, no seu dia-a-dia, identifique os aspectos que poderão contribuir para elevar a sua auto-estima. Para se sentir melhor consigo próprio. Mesmo que muitas vezes lhe pareça que para elevar a sua auto-estima tem de colocar em causa a felicidade ou o bem-estar dos outros, acredite que nada retira mais bem-estar aos outros que a incapacidade de gostarmos de nós mesmos. De mostrar aos outros exactamente o que desejamos, ao invés de pensar que são eles que, se nos amam, têm a obrigação de descobrir o que nos faz felizes.
Já viu quantos mal-entendidos criamos ao deixarmos aos outros a responsabilidade de tentarem adivinhar o que nos faz falta? Quando muitas vezes somos nós mesmos que não o sabemos? Como exercício deste mês, tente responder às seguintes perguntas: o que me faz falta verdadeiramente? E, que pessoas especiais desejo encontrar? Quando tiver respondido a estas duas questões, verifique se aquilo, que lhe faz falta e a pessoa que deseja encontrar não existem já... talvez em si.
Caso sinta que não, não hesite. Peça ajuda! Há milhares de formas de chegarmos a nós. A mais rápida começa por não ficarmos parados. Por isso, faça-se um favor, ponha a sua vida a mexer!

Texto por: Teresa Marta, retirado da revista Saber Viver, nº 117
Foto por: CarlinhaFernandes

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mano no Carnaval 2010







fotos por: Carlinhacfernandes

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Utilizando a Sabedoria da Vida

A Rainha de Copas surge como arcano conselheiro neste momento de sua vida, Carla, chamando sua atenção para a importância de utilizar a sabedoria das experiências vividas em sua existência neste momento. A vida humana é, na maioria das vezes, uma roda incessante de repetições. É quando finalmente paramos para entender melhor o que tanto se repete em nossas existências que é possível dar um salto e amadurecer. Acima de tudo, procure escutar as pessoas ao seu redor, não necessariamente para segui-las, mas para entender melhor o ponto de vista delas.

A Rainha de Copas também vem lembrar que a maior parte de seus problemas neste momento pode ser superada a partir de uma atitude persistente, paciente e prudente. Há momentos em que a melhor estratégia é a indireta, sem confrontos objetivos. Siga “comendo pelas beiradas” e você terá mais sucesso do que se tiver muita pressa.

Conselho: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Não quero pensar nisso!

Já pensou quantas vezes pensa: "não quero pensar nisso!" ? Que azar: ao dizermos esta simples expressão já estamos, de facto, a pensar.. nisso! No entanto, estamos a fugir a algo muito importante: estamos a fugir da reflexão. De reflectir sobre o que nos acontece. E, se o fizermos em permanência, só estamos a contribuir para adiar os nossos problemas. Não resolvemos. Adiamos. E adiamo-los para quando? Para mais tarde! Sim, mas quando?
Quando se vai dar ao trabalho de pensar sobre os pensamentos nos quais não quer pensar? Quando já for tarde de mais? Quando, entretanto, os acontecimentos tenhas, por si próprios, tomado um rumo, um caminho, que de repente você percebe que já não consegue controlar? Que já não consegue acompanhar? Martin Heidegger escreveu uma vez sobre o facto de existirem em nós dois tipos de pensamento: o pensamento que calcula e o pensamento que reflecte. Heidegger queria dizer que o pensamento que calcula é o pensamento do imediato, o que corre de objectivo em objectivo, de oportunidade em oportunidade, que calcula mas que nunca pára. Ou seja, nunca chega a meditar!
Com são actuais estas palavras do filósofo pronunciadas em 1949! À semelhança desse tempo, também nós, hoje, fugimos do pensamento. E de que pensamento? Do pensamento que reflecte. Fugimos de reflectir nas coisas "Já tenho duas contas ordenado e estou outra vez sem dinheiro antes do final do mês... Não quero pensar nisso!"; "Já é a terceira vez que inicio uma dieta e não consigo emagrecer. Apetece-me um pastel de nata. Que seja! Agora não quero pensar nisso!". E assim vamos nós. De pensamento em pensamento. Mas sem parar para reflectir.
De facto, o pensamento que reflecte custa. É dificil. Dói. Dói-nos. Faz doer nos outros. Tem impacto neles. E em nós. O pensamento que reflecte é aquele que medita sobre tudo o que nos acontece. Se realmente está disposta a reflectir, experimente fazer algo tão simples como isto: em primeiro lugar, não adie mais decisões. Nomeadamente, as que anda a tentar tomar há muito tempo. Se as pensa há tanto tempo é porque fazem sentido. Por isso aja!
Em segundo lugas, permita-se ir além dos seus pensamentos. Permita-se reflectir. Dentro dos seus limites. Sempre que deixar de pensar e conseguir reflectir um pouco sobre o "porquê" vai estar a desenrolar mais uns quantos nós cegos que tem vindo a dar na sua vida. Por isso aja!
Em terceiro lugar, se tiver pensamentos ruminantes, daqueles que estão sempre lá, das duas uma: se forem bons e não tiver coragem para os concretizar, experimente fazê-lo! Mas, se os pensamentos forem maus, reflicta! Podem ser alertas. Para coisas más das quais se deve afastar. Ou para coisas boas que não anda a ver.
Finalmente, nunca, mas nunca, pense que algo lhe vai correr mal. Isso é o primeiro parro para que as coissas corram mesmo mal. Se o pensamento lhe surgir, reflicta: por que é que estou a pensar que isto vai correr mal? Há necessidade? Que ganho com isso?
Boas reflexões!


Texto: Ponto de Equilibrio, por Teresa Marta, na revista Saber Viver, nº 116.
Foto: Carlinha Fernandes

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Existem coisas que simplesmente valem a pena...

Vale a pena acordar logo cedo e nos maravilharmos com a Natureza.
Um Nascer do Sol perfeito é sempre bem-vindo... mesmo contemplando-o sozinha, partilho com o mundo!
A Cry for Nature!








Às vezes chegar 5 minutos atrasada ao trabalho, não faz mal, quando é para ver algo tão maravilhoso!

Fotos por: Carlinha Fernandes, com o iPhone

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ponto de Equilíbrio - Porque é tão difícil sair da nossa zona de conforto?

A chamada zona de conforto condiciona imenso a nossa acção: ao invés de nos lançarmos no desconhecido, que não sabemos se irá correr bem, optamos por ficar no nosso cantinho a pensar "para mal nunca pior e, pelo menos, isto já sei como é". O problema é que não sair da zona de conforto coloca-nos permanentemente na contingência do mesmo. Do hábito. Da redução da capacidade de arriscar e do crescimento pessoal. Estes factos geram falta de motivação e, sem esta, não conseguimos evoluir. Estagnamos. Perdemos confiança em nós. E até nos outros!
Este é também o primeiro passo para começarmos a fazer coisas que não nos apetece. E, desta forma, começamos a agir contra nós mesmas. Contra os nossos interesses. E o pior é que sabemos que o estamos a fazer, mas sabotamo-nos e ficamos no conforto do casulo. Continuamos a assumir tarefas, funções e lugares na vida profissional e pessoal que há muito deixaram de fazer sentido. Dizemos não, quando queríamos dizer que sim. Dizemos sim, quando o nosso interior implora que digamos "não"!
E de repente a vida passou. E temos 30, 35, 40, 45, 50, 60 anos. E descobrimos que não fizemos nada por nós! Porque ficámos agarrados ao consolo (tantas vezes fictício) da zona de conforto. Não nos lembramos do nosso nascimento. Mas essas experiência está impressa nas nossas células. E foi, de facto, a nossa primeira grande experiência de saída da nossa zona de conforto. Essa marca estará em nós para sempre e é determinante. Contudo, não estamos condenados: como refere Jean-Paul Sartre, " o importante não é o que fizeram de nós, mas o que fizemos com o que fizeram de nós". Ou seja, está em nós a capacidade de dar a volta. Mas estamos muito pouco despertos para agir neste sentido. Até porque, quanto mais tentamos remar contra tudo o que nos incutiram ao longo da vida, mais estamos a entrar no desconhecido, a sair da zona de conforto. Temos liberdade para o fazer, mas isso assusta-nos.
Vamos então tentar perceber o que podemos fazer para ir saindo da nossa zona de conforto. Pode começar por coisas tão banais como optar por um trajecto diferente na ida para o emprego; tomar um café num local não habitual; ventir o bikini que acha que a faz gordinha; ou dizer a um desconhecido: posso sentar-me na sua mesa para tomar café? Atreva-se! Não se esconda do mundo. Ele está cá para ti.
E tenha coragem de cometer erros. Vai ver que é bom! Comece por situações que, a causarem erros, sejam pouco importantes. Se errar, é óptimo! Está a aprender. Se nunca enfrentar as suas limitações, se nunca sair da sua zona de conforto, nunca vai saber se teria sido capaz de...! Já imaginou chegar lá à frente e pensar: " Se eu não tivesse tido receio a minha vida teria sido diferente". Sabe que a maioria dos nossos medos não se concretiza? Ao invés de pensar, por exemplo, que pode perder o emprego, pense antes que, se isso ocorrer, pode originar a grande oportunidade da sua vida.
Façamos então um último exercício: defina as duas metas que deseja alcançar nos próximos seis meses. Escreva-as no papel. Assim, já estará a começar a materializá-las. Não se esqueça que têm de implicar a sua saída da zona de conforto. E trabalhe para ultrapassar todos os obstáculos que lhe vão surgir. Não tenha medo! Eles apenas significam que está a começar a conseguir sair do casulo. E isso é bom. Agarre-se com unhas e dentes a esta tarefa!

por Teresa Marta, Saber Viver