E lá fomos dar 1 voltita... pelo mar de Machico.
Foi neste concelho que desembarcaram pela primeira vez os descobridores da Madeira, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, entre 1418 e 1420.
O topónimo deriva segundo vários autores da semelhança com a região de Monchique ( serra do Algarve), ou do nome de um marinheiro que acompanhou a expedição de Zarco, na demanda à ilha da Madeira, outros julgam ser a Roberto Machim, que terá sido o primeiro descobridor da Madeira, quando, em 1377, ao dirigir-se para o Sul de França, viu a sua embarcação ser arrastada pelos ventos para a Madeira. Esta última teoria foi muito defendida no século XVII e no século XIX, para defender interesses ingleses na ilha da Madeira.
O concelho recebeu foral em 1451 e foi-lhe outorgado em 1515 por D. Manuel I.
A nível de acontecimentos históricos que marcaram o concelho, destaca-se a instituição da vila como sede da primeira Capitania, na Madeira, em Maio de 1440. Estas terras foram residência do oficial capitão-donatário Tristão Vaz Teixeira.
Em 1803, houve um enorme desabamento de terras que soterrou diversas casas, destruindo as muralhas da ribeira, a ponte e a Capela dos Milagres. Foi também local do confronto que pôs termo à "Revolta da Madeira", em Abril de 1931.
A nível do património arquitectónico, destacam-se o Forte do Amparo, que apresenta uma planta triangular para permitir a defesa dos dois lados da baía de Machico; a Casa da Capela / Solar da Ermida, com elementos dos séculos XVII e XVIII; a Igreja Matriz de Machico, construída em 1425, e a Capela de Cristo, construída em meados do século XV, reconstruída no século XVI e, de novo, em 1883. Foi danificada pelo aluvião de 3 de Novembro de 1956, tendo sido restaurada em 1957.
Partimos no barco do Sr. Coelho... hehe (o titio)
Pelo alto significado histórico, que concentra nas suas pedras, o Forte de Nossa Senhora do Amparo está classificado como Monumento Nacional.
Sendo o seu primeiro capitão Francisco Dias Franco tomou a seu cargo a financiamento da construção do dito forte.
Esta fortificação, situada na Vila de Machico, junto ao «Passeio de Baixo» serviu para resistir às Tropas Miguelistas que pretendiam derrubar o regime liberal na Madeira.
Foi, o último posto a render-se à armada absolutista, o que revela a índole combativa do povo de Machico pela liberdade e justiça.
Integrado na Frente Mar de Machico, no espaço anteriormente ocupado pelo antigo campo de futebol, surgiu o Fórum Machico. Este centro cultural é composto por um auditório com capacidade para 503 pessoas, espaços de natureza comercial e respectivo parque de estacionamento, duas salas de cinema, restaurante, café, esplanada e biblioteca. Trata-se de um espaço de elevada nobreza urbana, que faz a ligação entre o mar e o centro da cidade de Machico e contribui, decisivamente para o desenvolvimento do concelho, quer em termos sociológicos, quer em termos culturais.
Saimos de Machico, em direcção ao aeroporto...
E de volta para Machico
Simplesmente LINDOOOOOO... A cidade onde nasci e vivo, e que sempre levarei no coração!
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